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11 de mai. de 2025

Eu li O Peso do Pássaro Morto


 
Peguei esse livro para ler depois de ver um dos meus youtuber's favoritos lendo uma quote que me cativou bastante. Adoro escrita poética, principalmente se a promessa de conteúdo for pensamentos conturbados ou personagens com histórias sofridas. 

O Peso do Pássaro Morto conta a história de uma mulher, dos oito aos cinquenta e dois anos. 

Eventos trágicos acontecem, e não vou falar muito sobre para não atrapalhar a experiência de leitura de ninguém.

Li em dois dias. 

A diagramação é meio bizarra no começo, mas depois facilmente se acostuma com as frases quebradas.

Fiquei reflexiva sobre a vida. E isso certamente é algo que valorizo em um livro: A capacidade de fazer o leitor olhar para si mesmo e mudar o panorama de observação da própria existência.

Recomendo demais. Vale a leitura. O prêmio foi merecido.

7 de nov. de 2024

Planejamento Literário

 Para o primeiro trimestre de 2025!


Há três razões pelas quais estou fazendo um planejamento de leituras (e compras!!) para o primeiro trimestre de 2025, e elas são: 01. Não tenho a mínima expectativa de me motivar a ler algo novo nesse final de ano. 02. Estou bem falida. 03. A data dessa lista não é um contrato com o universo e eu posso comprar e ler algum desses livros antes se eu quiser. Me dei conta de que não li muita ficção esse ano e pretendo corrigir isso começando 2025 com apenas ficção. A mente precisa relaxar, não só absorver conhecimento direcionado o tempo todo.

Sendo completamente honesta, tenho 37 livros no meu carrinho da Amazon. E sim, pretendo ler todos em 2025. Oremos para que eu tenha recurso e determinação para isso. 

Não vou colocar sinopse porque essa lista é mais um auto lembrete mesmo, mas se quiser pode clicar no link nos nomes dos livros e dar uma olhada. Vou escrever uma ou duas linhas sobre o porquê quero ler cada livro:

 

Dance of Thieves (Mary E. Pearson): Eu me lembro de ter gostado muito de Crônicas de Amor & Ódio, então tenho interesse nessa outra trilogia.

Crônicas de Morrighan (Mary E. Pearson): Pelo mesmo motivo do livro anterior e ser um livro mais curtinho.

  

Quarta Asa (Rebecca Yarros): Livro hypado sobre dragões, com enemies to lovers.

Os Melhores Contos de Fadas Nórdicos (V.A.): Tenho interesse na cultura nórdica e gosto de contos de fadas.

Escolhi esses livros para ler no mesmo período porque eles tem a mesma pegada. Convenientemente comecei meu Draft zero esse mês (que já conta com 4783 palavras) e eu acho bastante útil se manter no mesmo tema quando se está escrevendo algo. Eu gostaria de escrever 50 mil palavras até o final do ano, mas não sei se é uma projeção muito realista, então minha meta é completar esse draft exploratório até o final do primeiro trimestre de 2025.

Para o segundo trimestre, penso em ler histórias sobrenaturais (e possivelmente começar outro draft zero nessa temática). São apenas ideias, mas tenho notado que voltar a escrever tem me acalmado.

28 de abr. de 2024

Sobre reler Fallen

depois de 14 anos!

Hillow!

Entãaaaao, eu reli Fallen, o livro darkzinho que conta a história de amor de Luce e Daniel, e pah. Vamos conversar um pouco sobre isso.

Começando do começo e dando um pouco de contexto: Fallen foi o meu livro preferido durante uns 2 anos, mais ou menos, até eu ler Cidade dos Ossos. Obviamente, a primeira coisa que me chamou a atenção foi a capa lindíssima (que até hoje considero uma obra de arte), e acabei me interessando pela sinopse, então, simplesmente saí da livraria com ele nas mãos e já fui lendo durante o trajeto para casa.

Estava procurando algo para ler e por questão de nostalgia mesmo, escolhi esse livro.

Separei cinco tópicos para analisar bem brevemente:

Capa
Sinopse
Atmosfera
Personagens
Conclusão Final

Vamos nessa!

26 de mar. de 2024

Um pouco de Clarice Lispector

"A alegria absurda por excelência é a criação." Nietzsche

UM SOPRO DE VIDA

Viver é uma espécie de loucura que a morte traz.

De repente as coisas não precisam mais fazer sentido. Satisfaço-me em ser.

Do zero ao infinito vou caminhando sem parar.

Tempo para mim significa a desagregação da matéria.

O tempo não existe. O que chamamos de tempo é o movimento de evolução das coisas, mas o tempo em si não existe.

O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta.

E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie.

Na eternidade não existe o tempo.

Mas há o hábito e o hábito anestesia.

Graças a Deus tenho o que comer. O pão nosso de cada dia.

Eu queria escrever um livro. Mas onde estão as palavras? esgotaram-se os significados.

Escrevo ou não escrevo?

Saber desistir. Abandonar ou não abandonar - esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém.

Devo imaginar uma história ou dou largas à inspiração caótica? Tanta falsa inspiração. E quando vem a verdadeira e eu não tomo conhecimento dela?

Estou livre de destino. Será o meu destino alcançar a liberdade?

Sou uma paisagem cinzenta e azul. Elevo-me na fonte seca e na luz fria.

"Escrever" existe por si mesmo? Não. É apenas o reflexo de uma coisa que pergunta.

Quero que cada frase deste livro seja um clímax.

Eu escrevo para nada e para ninguém.

Eu não faço literatura: eu apenas vivo ao correr do tempo.

Tudo o que aqui escrevo é forjado no meu silêncio e na penumbra.

Minha nascente é obscura.

Sou sério e honesto e se não digo a verdade é porque esta é proibida.

E não aguento o cotidiano. Deve ser por isso que escrevo. Minha vida é um único dia. E é assim que o passado me é presente e futuro. Tudo numa só vertigem.

Viver é mágico e inexplicável.

Ser cotidiano é um vício.

Porque a própria vida já vem mesclada ao erro.

E haverá outro modo de salvar-se? Senão o de criar as próprias realidades?

O instante já é feito de fragmentos.

O que está escrito aqui, são restos de uma demolição de alma, são cortes laterais de uma realidade que me foge continuamente. Esses fragmentos de livro querem dizer que eu trabalho em ruínas.

Escrever é coisa sagrada onde os infiéis não têm entrada.

Antes tivesse eu permanecido na imanescença do sagrado Nada.

Eu também fiz meu lar em ninho estranho e também obedeço à insistência da vida. Minha vida me quer escritor e então escrevo. Não é por escolha: é íntima ordem de comando.

30 de jan. de 2024

O Ato Criativo


"O universo funciona como um relógio
Para tudo...
Há uma estação
E uma hora para cada propósito sob o céu
Hora de nascer, hora de morrer
Hora de plantar, hora de colher
Hora de matar, hora de curar
Hora de rir, hora de chorar
Hora de construir, hora de demolir
Hora de dançar, hora de prantear
Hora de jogar pedras fora
Hora de juntar pedras."

O livro inicia com uma releitura da citação de Eclesiastes, e caso se interesse, pode ler o texto inteiro aqui.

Daí que então eu li O Ato Criativo.

Não é um livro revolucionário, mas não precisava ser. 

Visto que é o ponto de vista e experiências de alguém sobre determinado assunto (criatividade), nada mais justo do que encontrar tópicos já registrados e discutidos em outras obras.

O diferencial são as comparações e relatos envolvendo o ramo musical, já que quem escreveu foi um produtor (muito premiado, inclusive).

Fiz sete páginas de anotações, o que significa que vi valor em várias frases e parágrafos.

Mesmo quando não encontramos nada inédito em um livro de não-ficção, sempre há o que relembrar e refletir. A mente humana tende a esquecer até mesmo as coisas mais simples e triviais, então esse processo de reentrada é interessante e indispensável.

Assim como em O Caminho do Artista, há a afirmação de que a criatividade está ligada à espiritualidade. Nesse livro, ele cita essa força maior como A Fonte ou Universo.

São capítulos curtos, com cada tópico explicado de maneira sucinta e lúdica em alguns momentos.

Gostei da experiência, li em pouco mais de uma semana.

Algumas das minhas marcações mais relevantes:

- Todos somos antenas do pensamento criativo
- Primeiro vivo essa experiência, só depois posso tentar entendê-la
- O mundo espiritual oferece um encantamento e um grau de abertura da mente que não se encontram na frieza da ciência
- Você faz parte de algo muito maior do que é possível explicar
- O princípio funciona com base na fé
- Procure por aquilo que você percebe, mas ninguém mais vê
- Pequenos rituais podem fazer uma grande diferença
- Quem vê beleza ou dor onde os outros veem pouco ou nada enfrenta sentimentos intensos o tempo todo
- Seu desejo de criar tem que ser maior que o medo
- Às vezes, se afastar é a melhor maneira de se aproximar
- Em vez de soar como os outros, valorize sua própria voz
- É útil questionar continuamente seu próprio processo
- As trevas e a luz só tem significado uma em relação à outra
- Escutar com impaciência não é escutar
- Escutar é suspender a descrença
- A busca contínua da eficiência desestimula qualquer olhar profundo para as coisas
- A paciência é necessária para assimilar informações do modo mais fiel possível
- A impaciência é uma discussão com a realidade
- O tempo é algo sobre o qual não temos nenhum controle
- Não podemos forçar a grandeza a acontecer
- Tente experimentar tudo como se fosse a primeira vez
- O talento é a capacidade de deixar as ideias se manifestarem através de você
- Para puxar a inspiração, a mente precisa de espaço para receber o novo
- Rompa hábitos
- Procure diferenças
- Observe conexões
- A beleza que nos cerca enriquece a vida de várias maneiras
- Quando estiver fluindo, continue
- A única pessoa contra quem competimos somos nós mesmos
- Bons hábitos criam boa arte
- Disciplina e liberdade são parceiras
- Sinta-se livre para fazer experiências
- Limite suas escolhas práticas para liberar a imaginação criativa
- Estar aberto a possibilidades leva você a um lugar aonde talvez queira ir, mas ainda não saiba
- O fracasso é a informação de que você precisa para chegar aonde pretende ir
- Formule o máximo de perguntas "E se..." que puder
- Fazer uma curva errada lhe permite ver paisagens que você nunca veria
- Cada um de nós tem de achar o próprio caminho
- A arte é um reflexo do mundo interior e exterior do artista durante o período da criação
- O objetivo da arte não é alcançar a perfeição, é compartilhar quem somos e como vemos o mundo
- Nosso ponto de vista não precisa ser coerente
- Evite pensar demais
- Se a paixão mudar de rumo, siga-a
- Todo artista trabalha com o equilíbrio entre pontos fortes e fracos
- A autoconsciência é uma transcendência
- Abra mão das expectativas, e o inesperado acontecerá com mais frequência
- O coração da mente aberta é a curiosidade
- A espontaneidade melhora com a prática
- Desligue a mente consciente e siga o impulso
- Não é preciso haver nenhum propósito para guiar o que escolhemos fazer
- A arte está acima e além do julgamento
- Somos livres para criar o que quisermos
- Nenhuma generalização é verdadeira
- Nós nos adaptamos e crescemos para receber
- Sempre podemos melhorar
- O contexto muda o conteúdo
- A vocação do artista é seguir o entusiasmo
- Todo fim convida a um novo começo
- Mesmo no caos, há ordem e padrões

21 de jan. de 2024

O Caminho do Artista

Daí então que eu li O Caminho do Artista.

Exatamente, eu li, não fiz o curso.

Se você não está familiarizado com a proposta do livro, ele é um curso em 12 semanas para recuperar a criatividade e sair do bloqueio criativo. Depois de alguns anos procrastinando (por não conseguir fazer todas as semanas e falhar miseravelmente no meio do processo várias vezes), eu decidi que ler era melhor do que não fazer nada com ele.

E aqui eu vou deixar registrado umas coisas legais e talvez alguns pensamentos sobre ele (não é um review, porque não sei fazer direito esse negócio).

Não vou colocar imagem, porque eu não quero (há há há)

Mais do que um livro sobre criatividade, O Caminho do Artista é uma experiência de aprendizagem espiritual, que trouxe vários ensinamentos valiosos, reflexões interessantes e novas ideias. Pensar na criatividade como um presente do Criador faz muito sentido, desde que Ele é o Grande Criador desse lindo e maravilhoso (às vezes nem tanto) lugar em que vivemos (e convenhamos que arquitetonicamente, a terra tem umas paisagens naturais que mais parecem uma obra de arte). 

Sob a ótica de O Caminho do Artista, Ele nos concedeu uma grande dádiva (o pensamento criativo), e somos responsáveis por honrá-lo trazendo luz e esperança para o mundo através de nossas mãos e criações.

O livro tem toda uma estrutura, organizada para que quem o leia seja capaz de destravar o pensamento criativo e desenvolver coisas (ou voltar a desenvolver) de forma fluida e sem sofrimento ou desespero ou choro. Eu acho que funciona (e eu nem fiz o negócio direito).

Sobre as ferramentas essenciais:

O livro tem duas ferramentas obrigatórias, que são: as páginas matinais e o encontro com o artista.

As páginas matinais consistem em três páginas escritas à mão todos os dias, logo após acordar. E elas não precisam ter conteúdo relevante, nem fazer sentido, é tipo uma limpeza mental para começar o dia sem um monte de coisa rodopiando na cabeça, tirando o foco e atrapalhando outras atividades importantes. Tá cheio de vídeo na internet falando sobre isso, e sobre como mudou a vida de algumas pessoas, e é magnífico e louvável (desde que funcione e faça bem à alguém, é válido), mas pra mim, não funcionou.

Eu escrevo quando sinto que preciso escrever, quando preciso tirar alguma coisa do meu ♥ ou da cabeça, ou refletir sobre algo, e faço isso no meu caderno good vibes (que vou falar sobre) ou escrevendo cartas (que também vou falar sobre), e não faz muito sentido só ficar escrevendo frases como: Não sei o que escrever, só para completar as três páginas obrigatórias (que é a orientação, caso não se tenha o que escrever). Comigo a escrita funciona de forma muito intuitiva, e eu geralmente faço com algum propósito, então, não rolou.

MAS, vou deixar um vídeo da Aileen sobre as páginas matinais, para/se alguém se interessar no método.

O encontro com o artista é um encontro semanal com seu artista interior. Pode ser um passeio na livraria, comprar materiais novos em uma loja local, ver um filme antigo, ir ao museu, parque, etc.. Qualquer coisa que possa nutrir esse ser e ajudá-lo a criar. Isso eu achei legal, e acho que faz sentido desde que nada se cria do nada, e tudo carrega referências e resultados de experiências. Passar um tempo sozinho, só apreciando o momento e descobrindo novas coisas é muito válido e importante.

Uns bons aprendizados com esse livro (ou coisas que relembrei lendo isso aqui):

- Colocar intenção e dar atenção ao que se está fazendo
- O céu é o limite
- Experimentar e registrar (isso aqui virou a bússola desse blog)
- Se comprometer com a causa, seja ela qual for
- A arte ilumina
- Devagar se realiza
- Trabalhar na arte & na vida
- Ter um EU criativo para poder se expressar
- Solidão como um ato de liberdade (me pegou demais essa parte)
- Abrir caminho para o novo
- Dar abertura para o estado de fluxo
- Explorar sem compromisso = Encontrar expansão criativa
- Reservar tempo para não fazer nada
- Para refletir: Sua vida serve a você, ou apenas aos outros?
- Saber aproveitar as oportunidades
- Apreciar as coisas boas do seu dia
- Pequenas mudanças mudam a vida
- Saiba receber
- Momentos de inspiração exigem fé para executar as ideias
- Fazer o melhor possível com o que se tem naquele momento
- Tudo depende de deixar o plano das ideias e partir para a ação
- A ação é a chave da liberdade
- O nutriente mais básico é o incentivo
- Talvez funcione, então vou tentar (Yay!)
- Uma página de cada vez / um dia de cada vez
- Satisfazer a curiosidade é uma das fontes da felicidade
- A criatividade consiste no ato de fazer
- Há sempre algo mais a se aprender
- Foco no processo, não no resultado
- Para refletir: O que posso fazer a seguir?
- Ser artista requer mais entusiasmo do que disciplina
- Tenha fracassos artísticos bem-sucedidos
- Perdoe-se por todas as vezes em que falhou
- É muito útil definir um limite
- Saiba que há um propósito em tudo
- Seja fiel à si mesmo
- A fé requer que você abra mão do desejo de controle
- Admita seus sonhos
- Fomos feitos para aproveitar a vida

"Siga sua felicidade e as portas irão se abrir onde antes nem havia portas."
Joseph Campbell