11 de mai. de 2025
Eu li O Peso do Pássaro Morto
7 de nov. de 2024
Planejamento Literário
Para o primeiro trimestre de 2025!
28 de abr. de 2024
Sobre reler Fallen
depois de 14 anos!
Hillow!
Entãaaaao, eu reli Fallen, o livro darkzinho que conta a história de amor de Luce e Daniel, e pah. Vamos conversar um pouco sobre isso.
Começando do começo e dando um pouco de contexto: Fallen foi o meu livro preferido durante uns 2 anos, mais ou menos, até eu ler Cidade dos Ossos. Obviamente, a primeira coisa que me chamou a atenção foi a capa lindíssima (que até hoje considero uma obra de arte), e acabei me interessando pela sinopse, então, simplesmente saí da livraria com ele nas mãos e já fui lendo durante o trajeto para casa.
Estava procurando algo para ler e por questão de nostalgia mesmo, escolhi esse livro.
Separei cinco tópicos para analisar bem brevemente:
• Sinopse
• Atmosfera
• Personagens
• Conclusão Final
Vamos nessa!
26 de mar. de 2024
Um pouco de Clarice Lispector
"A alegria absurda por excelência é a criação." Nietzsche
UM SOPRO DE VIDA
Viver é uma espécie de loucura que a morte traz.
De repente as coisas não precisam mais fazer sentido. Satisfaço-me em ser.
Do zero ao infinito vou caminhando sem parar.
Tempo para mim significa a desagregação da matéria.
O tempo não existe. O que chamamos de tempo é o movimento de evolução das coisas, mas o tempo em si não existe.
O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta.
E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie.
Na eternidade não existe o tempo.
Mas há o hábito e o hábito anestesia.
Graças a Deus tenho o que comer. O pão nosso de cada dia.
Eu queria escrever um livro. Mas onde estão as palavras? esgotaram-se os significados.
Escrevo ou não escrevo?
Saber desistir. Abandonar ou não abandonar - esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém.
Devo imaginar uma história ou dou largas à inspiração caótica? Tanta falsa inspiração. E quando vem a verdadeira e eu não tomo conhecimento dela?
Estou livre de destino. Será o meu destino alcançar a liberdade?
Sou uma paisagem cinzenta e azul. Elevo-me na fonte seca e na luz fria.
"Escrever" existe por si mesmo? Não. É apenas o reflexo de uma coisa que pergunta.
Quero que cada frase deste livro seja um clímax.
Eu escrevo para nada e para ninguém.
Eu não faço literatura: eu apenas vivo ao correr do tempo.
Tudo o que aqui escrevo é forjado no meu silêncio e na penumbra.
Minha nascente é obscura.
Sou sério e honesto e se não digo a verdade é porque esta é proibida.
E não aguento o cotidiano. Deve ser por isso que escrevo. Minha vida é um único dia. E é assim que o passado me é presente e futuro. Tudo numa só vertigem.
Viver é mágico e inexplicável.
Ser cotidiano é um vício.
Porque a própria vida já vem mesclada ao erro.
E haverá outro modo de salvar-se? Senão o de criar as próprias realidades?
O instante já é feito de fragmentos.
O que está escrito aqui, são restos de uma demolição de alma, são cortes laterais de uma realidade que me foge continuamente. Esses fragmentos de livro querem dizer que eu trabalho em ruínas.
Escrever é coisa sagrada onde os infiéis não têm entrada.
Antes tivesse eu permanecido na imanescença do sagrado Nada.
Eu também fiz meu lar em ninho estranho e também obedeço à insistência da vida. Minha vida me quer escritor e então escrevo. Não é por escolha: é íntima ordem de comando.
30 de jan. de 2024
O Ato Criativo
O livro inicia com uma releitura da citação de Eclesiastes, e caso se interesse, pode ler o texto inteiro aqui.
Daí que então eu li O Ato Criativo.
Não é um livro revolucionário, mas não precisava ser.
Visto que é o ponto de vista e experiências de alguém sobre determinado assunto (criatividade), nada mais justo do que encontrar tópicos já registrados e discutidos em outras obras.
O diferencial são as comparações e relatos envolvendo o ramo musical, já que quem escreveu foi um produtor (muito premiado, inclusive).
Fiz sete páginas de anotações, o que significa que vi valor em várias frases e parágrafos.
Mesmo quando não encontramos nada inédito em um livro de não-ficção, sempre há o que relembrar e refletir. A mente humana tende a esquecer até mesmo as coisas mais simples e triviais, então esse processo de reentrada é interessante e indispensável.
Assim como em O Caminho do Artista, há a afirmação de que a criatividade está ligada à espiritualidade. Nesse livro, ele cita essa força maior como A Fonte ou Universo.
São capítulos curtos, com cada tópico explicado de maneira sucinta e lúdica em alguns momentos.
Gostei da experiência, li em pouco mais de uma semana.
Algumas das minhas marcações mais relevantes:
21 de jan. de 2024
O Caminho do Artista
Daí então que eu li O Caminho do Artista.
Exatamente, eu li, não fiz o curso.
Se você não está familiarizado com a proposta do livro, ele é um curso em 12 semanas para recuperar a criatividade e sair do bloqueio criativo. Depois de alguns anos procrastinando (por não conseguir fazer todas as semanas e falhar miseravelmente no meio do processo várias vezes), eu decidi que ler era melhor do que não fazer nada com ele.
E aqui eu vou deixar registrado umas coisas legais e talvez alguns pensamentos sobre ele (não é um review, porque não sei fazer direito esse negócio).
Não vou colocar imagem, porque eu não quero (há há há)
Mais do que um livro sobre criatividade, O Caminho do Artista é uma experiência de aprendizagem espiritual, que trouxe vários ensinamentos valiosos, reflexões interessantes e novas ideias. Pensar na criatividade como um presente do Criador faz muito sentido, desde que Ele é o Grande Criador desse lindo e maravilhoso (às vezes nem tanto) lugar em que vivemos (e convenhamos que arquitetonicamente, a terra tem umas paisagens naturais que mais parecem uma obra de arte).
Sob a ótica de O Caminho do Artista, Ele nos concedeu uma grande dádiva (o pensamento criativo), e somos responsáveis por honrá-lo trazendo luz e esperança para o mundo através de nossas mãos e criações.
O livro tem toda uma estrutura, organizada para que quem o leia seja capaz de destravar o pensamento criativo e desenvolver coisas (ou voltar a desenvolver) de forma fluida e sem sofrimento ou desespero ou choro. Eu acho que funciona (e eu nem fiz o negócio direito).
Sobre as ferramentas essenciais:
O livro tem duas ferramentas obrigatórias, que são: as páginas matinais e o encontro com o artista.
As páginas matinais consistem em três páginas escritas à mão todos os dias, logo após acordar. E elas não precisam ter conteúdo relevante, nem fazer sentido, é tipo uma limpeza mental para começar o dia sem um monte de coisa rodopiando na cabeça, tirando o foco e atrapalhando outras atividades importantes. Tá cheio de vídeo na internet falando sobre isso, e sobre como mudou a vida de algumas pessoas, e é magnífico e louvável (desde que funcione e faça bem à alguém, é válido), mas pra mim, não funcionou.
Eu escrevo quando sinto que preciso escrever, quando preciso tirar alguma coisa do meu ♥ ou da cabeça, ou refletir sobre algo, e faço isso no meu caderno good vibes (que vou falar sobre) ou escrevendo cartas (que também vou falar sobre), e não faz muito sentido só ficar escrevendo frases como: Não sei o que escrever, só para completar as três páginas obrigatórias (que é a orientação, caso não se tenha o que escrever). Comigo a escrita funciona de forma muito intuitiva, e eu geralmente faço com algum propósito, então, não rolou.
MAS, vou deixar um vídeo da Aileen sobre as páginas matinais, para/se alguém se interessar no método.
O encontro com o artista é um encontro semanal com seu artista interior. Pode ser um passeio na livraria, comprar materiais novos em uma loja local, ver um filme antigo, ir ao museu, parque, etc.. Qualquer coisa que possa nutrir esse ser e ajudá-lo a criar. Isso eu achei legal, e acho que faz sentido desde que nada se cria do nada, e tudo carrega referências e resultados de experiências. Passar um tempo sozinho, só apreciando o momento e descobrindo novas coisas é muito válido e importante.
Uns bons aprendizados com esse livro (ou coisas que relembrei lendo isso aqui):
- O céu é o limite
- Experimentar e registrar (isso aqui virou a bússola desse blog)
- Se comprometer com a causa, seja ela qual for
- A arte ilumina
- Devagar se realiza
- Trabalhar na arte & na vida
- Ter um EU criativo para poder se expressar
- Solidão como um ato de liberdade (me pegou demais essa parte)
- Abrir caminho para o novo
- Dar abertura para o estado de fluxo
- Explorar sem compromisso = Encontrar expansão criativa
- Reservar tempo para não fazer nada
- Para refletir: Sua vida serve a você, ou apenas aos outros?
- Saber aproveitar as oportunidades
- Apreciar as coisas boas do seu dia
- Pequenas mudanças mudam a vida








